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Na Bolsa, nem mesmo algumas blue chips escapam de um ano ruim
Em 2024, as ações da Ambev e da Vale despencam, assim como o Ibovespa, enquanto Petrobras e Weg sobem
blue chips, Na Bolsa, nem mesmo algumas blue chips escapam de um ano ruim, Capital Aberto

As blue chips, ou ações de primeira linha, que possuem o poder de influenciar o Ibovespa tanto para o negativo quanto para o positivo, também sofrem em 2024, assim como o principal índice da B3, que cai quase 6% no ano e ronda os 125 mil pontos, refletindo o cenário global adverso e o risco fiscal brasileiro. 

Um levantamento elaborado pelo TradeMap, a pedido da Capital Aberto, mostra que, entre as empresas de grande liquidez, a que mais perde este ano é a Ambev, com queda de 17,5%, levando em consideração o fechamento do último dia 5 de julho. Já a Vale, que representa quase 14% do volume do Ibovespa, tem uma baixa de 13,93% no período.


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Por outro lado, nem mesmo a troca de CEO e as ingerências por parte do governo na Petrobras foram suficientes para impactar negativamente as ações da petrolífera. Os papeis preferenciais, de maior liquidez da estatal, acumulam uma alta de 11,13% no ano, enquanto a Weg, considerada a queridinha do mercado, tem alta de 15,60% em 2024.

De maneira geral, segundo os especialistas, as ações de maior liquidez estão sendo fortemente impactadas pelo setor de atuação, o juro elevado e o dólar, que chegou a romper o patamar o R$ 5,70 nos últimos dias, já que a moeda americana tem o poder de influenciar as empresas tanto bem quanto para o mal.

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Qual o impacto nas empresas

No caso da Ambev, a empresa vem enfrentando dificuldades operacionais, com declínio na receita líquida, influenciado por uma queda no volume de vendas em regiões-chave, como América Latina e Canadá, o que tem afastado os investidores das ações, de acordo com o analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima.

“A empresa tem sofrido com o aumento dos preços das commodities, o que consequentemente aumenta a projeção de custos até mesmo para 2025. Além disso, há a queda das projeções de volume de cerveja no Brasil por conta do momento da indústria e uma concorrência consideravelmente mais acirrada”, explica.

Já a Vale, que tem no minério de ferro sua principal exposição, vem sendo prejudicada pela dinâmica econômica da China, que sofre por conta de uma crise imobiliária sem precedentes. Além disso, a taxa de desemprego elevada e a desaceleração econômica mundial também pesam contra a segunda maior economia do mundo, o que acaba dificultando ainda mais uma recuperação do minério de ferro.

Em relatório, o Goldman Sachs explica que existe também o risco Samarco no curto prazo, no qual a Vale deve desembolsar bilhões em indenizações, juntamente com a BHP, sua sócia no projeto, além do ruído político em torno do novo CEO.

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Do lado positivo no ano, a Weg tem se beneficiado da alta do dólar no período, uma vez que a maior parte dos seus custos são em reais e a receita em dólar. “Por conta disso, quando o real se deprecia, a empresa acaba aumentando suas margens”, diz o analista da Guide Investimentos, Mateus Haag.

A perspectiva da empresa catarinense é tão boa que o Bank of America (BofA) elevou a recomendação da companhia de ‘neutro’ para ‘compra’, com o preço-alvo passando de R$ 44,00 para R$ 52,00. Na visão dos analistas Rogério Araújo, Gabriel Frazão e João Andrade, que divulgaram ontem o relatório, a valorização do preço do cobre, o real desvalorizado e a diminuição das margens da energia eólica e solar na receita da Weg devem ajudar nos números da companhia.

“Também vemos uma tendência positiva de triple momentum para a indústria global – que inclui ganhos, preços e momentum de notícias. Isso pode ser um sinal positivo das tendências de demanda e margem da indústria”, afirmam os analistas do BofA.

A Petrobras, ao contrário do que muitos pensam, vem performando muito bem este ano, galgada na alta da produção e no petróleo em patamar elevado, reverberando positivamente no lucro e dividendos. “Nenhuma alteração grave aconteceu desde o início do ano. A Petrobras vai continuar operando muito bem e distribuindo bons dividendos”, comenta Haag.

Entre altas e quedas das blue chips, o cenário de volatilidade deve permanecer no mercado nos próximos meses, impactando não apenas a Bolsa brasileira, mas também o dólar, o que deve continuar mexendo nas ações da Ambev, Vale, Weg e Petrobras, cada uma com sua particularidade.

“Obviamente, essa questão do fiscal do Brasil, que vem tendo um déficit na ordem de R$ 60 bilhões por mês e sem a projeção de que isso vá reduzir acaba batendo nos juros. Como o juro está muito elevado, isso acaba prejudicando as empresas também”, ressalta o analista da Guide Investimentos.


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