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Empresas pagam R$ 1,32 bi por dia em proventos no 1ºsemestre
Volume de dividendos e JCP distribuído a acionistas no período chega R$ 165 bilhões, 40% maior do que em igual período de 2023
Petrobras responde por 30% do total de proventos
Foto: Reuters
Petrobras responde por 30% do total de proventos
Foto: Reuters

As empresas brasileiras distribuíram no primeiro semestre do ano na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) – proventos – a cifra de R$ 165 bilhões aos acionistas,. O volume, puxado pela Petrobras, já representa 74,58% de todo o valor que chegou ao bolso dois acionistas no ano passado. Os dados, levantados pela plataforma Meu Dividendo, que oferece o serviço exclusivo de antecipação de proventos, revela também um avanço no volume pago no primeiro semestre de 40% sobre igual período do ano passado, uma refreada na migração para JCP e uma alta no prazo médio de pagamento dos proventos.

Na visão de Wendell Finotti, CEO da Meu Dividendo, mantido o desempenho as empresas podem bater o recorde anual. “Trata-se de um resultado estatístico animador, o que remete para uma grande possibilidade de alcançarmos em 2024 um possível recorde de pagamentos de dividendos”, comenta o CEO, citando o ano de 2022 cujo volume chegou a R$ 319,4 bilhões. A partir da análise do pagamento de proventos pagos nos últimos 7 anos (2017-2023), feito pela plataforma, na média 54% do total de proventos foram pagos no segundo semestre do ano.

A empresa que deu a maior contribuição para o aumento dos proventos pagos foi a Petrobras (PETR4), graças à decisão favorável ao pagamento de dividendos extraordinários. Só a companhia distribuiu R$ 55,6 bilhões no primeiro semestre, o equivalente a um terço de todo o valor que as companhias listadas na B3 entregaram aos acionistas. “Ao analisarmos o volume total de proventos pagos no primeiro semestre do ano, encontramos a Petrobras reassumindo a primeira posição que até então vinha sendo ocupada pelo Itaú Unibanco, que apresentou um desempenho extraordinário em pagamento de proventos no início de 2024”, explica Finotti.

Embora tenha ocorrido uma inversão nas duas primeiras posições, os bancos seguem, de longe, entre os maiores pagadores de proventos. Na lista das 10 primeiros, seis são bancos ou coligadas, como a BB Seguridade, que lucram em cenário de juro alto. Quando o critério é valor pago por ação, quem desponta em primeiro é a Comgás, que distribuiu R$ 12,08 para suas ações preferenciais  (CGAS5) e R$10,93 para as ordinárias (CGAS3).

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Refreada na migração para JCP

Os proventos pagos no formato de Juros sobre Capital Próprio (JCP), recuaram no primeiro semestre de 2024 em relação a 2023, representando, no acumulado do ano, 36% dos proventos pagos nesta modalidade. No mesmo período de 2023, os pagamentos via JCP representaram 38%.

O que explica o recuo de dois pontos percentuais é o grande volume de dividendos e remuneração aos acionistas pagos pela Petrobrás no período. A tendência é que o recuo seja pontual, já que o maior volume de dividendos é registrado tradicionalmente no primeiro semestre, quando as empresas anunciam os resultados do ano anterior e seguem a sua política de distribuição de dividendos.

A tendência é que a proporção JCP versus dividendos mantenha os patamares de 2023, quando chegou a 49% do total dos proventos pagos. No ano passado, houve grande elevação a partir do segundo semestre, dadas as alterações nas regras promovidas pelo Congresso Nacional em dezembro de 2023. A mudança proibiu que as empresas realizem o planejamento tributário e distribuam em anos fiscais posteriores JCP referente a exercícios anteriores.

Mais tempo para pagar

O prazo médio no pagamento dos proventos apresentou uma elevação significativa em junho, registrando 99 dias em média para que os investidores recebessem seus proventos desde a DataCom (data que o investidor precisa deter a ação para fazer jus aos proventos) até a data de pagamento. O número é expressivo quando comparado à média calculada pela Meu Dividendos no primeiro semestre como um todo, que ficou em 57 dias.

Leia Mais: Preços agrícolas baixos derrubam desempenho dos Fiagros


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