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Crise na Gol pesa e aéreas devolvem parte dos ganhos na bolsa em 2023
Situação de uma das maiores companhias aéreas do Brasil impacta o setor
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Na esteira do possível pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, previsto pelo chamado Chapter 11, a crise na Gol aumentou, com a empresa perdendo R$ 293 milhões em valor de mercado na B3 em apenas dois dias. A estimativa é de que a companhia acumule cerca de R$ 20 bilhões em dívidas. Do total, US$ 1 bilhão (R$ 4,9 bilhões) é referente a falta de pagamento para as empresas de leasing que fornecem aeronaves em formato de arrendamento. Mas não é de hoje que companhias aéreas vêm enfrentando problemas no mercado.

Levantamento feito pela Quantum Finance a pedido da Capital Aberto mostra que neste ano as ações das duas companhias aéreas com ações na B3 – Gol e Azul – despencaram 24,75% e 21,61%, respectivamente. Os resultados anulam parte considerável dos ganhos do ano passado, quando as empresas se recuperaram do tombo de três anos consecutivos causado pela perda de passageiros e suspensão de voos durante a pandemia de Covid-19. Em 2023, a Azul registrou alta de 45% e a Gol de 54% na B3, superando com folga o Ibovespa que avançou 22%.

Nesse cenário, a recuperação judicial não necessariamente seria má notícia para a Gol. A Latam, por exemplo, se beneficiou do Chapter 11 – nome que remete ao capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – ao negociar com sucesso sua dívida com os credores.


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Preocupações do setor

Para entender melhor a situação da empresa e do setor, a Capital Aberto conversou com Ygor Araújo, analista de indústria e transporte da Genial Investimentos. Na visão do analista, há duas preocupações importantes no radar das empresas aéreas: volatilidade no câmbio e preço do petróleo. “As aéreas têm boa parte de seus passivos e de custos dolarizados e faturam em real, o que leva a um descasamento de receita e gastos, que gera pressão de margem”, explica Araújo. “A Gol, por seus problemas, tem uma capacidade mais limitada de aumentar a frota. A Boeing está sofrendo uma série de problemas, o que afeta nas entregas de aeronaves e, querendo ou não, acaba atrapalhando a companhia.” Um dos reflexos da oferta menor de aviões, acrescenta o analista, é que a capacidade de crescimento das operações das aéreas fica limitada.

Demanda de longo prazo

No setor aéreo brasileiro, nem tudo é notícia ruim. O analista da Genial lembra que a demanda por parte do setor corporativo mais forte hoje, do que a registrada pré-pandemia (2019), segundo os dados divulgados pela Gol, indica melhora para as empresas. “O setor ainda tem muito a entregar no longo prazo. O Brasil é um país que voa muito pouco por habitante. Então, você tem uma perspectiva de melhora disso. O governo está tentando trabalhar em relação a isso, colocando programas como Voa Brasil [que oferece passagens de até R$ 200 para aposentados com renda até dois salários-mínimos e estudantes do Prouni].”


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