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Bradesco BBI projeta ações da GOL a R$ 1 com recuperação judicial nos EUA
Nesta sexta-feira (26), as ações da GOL chegaram a cair 11%, mas fecharam com recuo de 8,07%, negociados a R$ 5,92
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O pregão de fechamento da semana na B3 viu as ações da GOL caírem com força refletindo o pedido de recuperação judicial da aérea feita nos Estados Unidos. Os papeis começaram a recuar logo na abertura do pregão, chegando a liderar as baixas com 11%, a R$ 5,66, por volta das 11 horas. No final do dia, caíram 8,07%, a R$ 5,92. O pedido de Chapter 11 nos EUA, que equivale à recuperação judicial brasileira, foi recebido com ceticismo por parte do mercado. A empresa deve buscar de proteção judicial também no Brasil. A maior parte das dívidas da companhia está concentrada no exterior.

Um relatório do Bradesco BBI, assinado pelo analista Victor Mizusaki, reduziu o preço-alvo das ações da Gol (GOLL4) de R$ 10, na projeção anterior, para R$ 1, um potencial de queda de 82%. O relatório recomenda a venda das ações e avalia os impactos do anúncio da GOL sobre o pedido de Chapter 11 nos EUA. A aérea também informou que vai assumir o compromisso firme de US$ 950 milhões em financiamento devedor-em-posse (DIP), pendente de aprovação judicial.

“A empresa não tem uma operação relevante nos EUA para justificar a proteção de falência nos EUA, mas, em nossa opinião, o juiz pode levar em consideração a exposição dos detentores de bônus e arrendadores de aeronaves, semelhante ao caso da LATAM Airlines Brasil em 2020”, afirma o relatório. “Não há detalhes sobre o plano de reestruturação, já que o juiz precisa aprovar este pedido e a GOL fechar um acordo com arrendadores e outros credores.” Na visão do Bradesco BBI, o resultado da reestruturação de cerca de R$ 25 bilhões em passivos “provavelmente eliminará os acionistas minoritários devido à conversão de US$ 2,3 bilhões em dívida em capital”.


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O Bradesco BBI ao mesmo tempo que rebaixa a perspectiva para os papeis da GOL, cita o preço-alvo da Azul (OP, R$ 38) e LATAM (OP, CLP15 – peso chileno). A GOL vai precisar envolver arrendadores e outros credores em seu processo de reestruturação. Na visão de Victor Mizusaki, o DIP de US$ 950 milhões é fundamental para que os arrendadores de aeronaves e outros credores participem das negociações de reestruturação financeira. “No entanto, em nossa opinião, o DIP não é suficiente e o Abra Group também pode precisar converter imediatamente o US$ 1,2 bilhão de ESSN 2028 (nota garantida sênior) em capital para reduzir a alavancagem e o fluxo de caixa.” Hoje, segundo o relatório, a GOL paga 18% ao ano com 4,5% pagos em dinheiro e 13,5% pagos em espécie por conta da ESSN.  

O que na visão do mercado pode ajudar a melhorar o ambiente para as companhias aéreas no geral é o plano de resgate que está sendo debatido e foi anunciado na quarta-feira (24) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. O plano inclui um pacote de renegociação fiscal de R$ 4 bilhões e uma linha de crédito de até R$ 6 bilhões a serem liberados pelo BNDES com financiamento do Fundo de Aviação Civil do BZ (FNAC). O Congresso precisa aprovar um projeto de lei para permitir o uso do FNAC para financiamento de capital de giro.

Ibovespa sobe com Vale e Petrobras

O índice de referência da bolsa brasileira fechou em alta na sexta-feira (26), apoiado pelas ações da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE3), empresas com maior peso no indicador. O Ibovespa avançou 0,62%, a 128.967. No acumulado da semana, o índice avançou 1,04%.

A Petrobras deu continuidade à trajetória positiva dos últimos dias e subiu 1,73%, enquanto a Vale ganhou 1,76% de valor no pregão. Ajudaram no desempenho da Vale o movimento de recuperação do minério de ferro na Ásia e os boatos de que o ex-ministro Guido Mantega iria desistir de ocupar um cargo no conselho da mineradora.


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