Vantagens e perspectivas para IPOs

Pesquisa da Deloitte e do Ibri mostra que 46% das empresas abertas viram aumentar seu valor três meses depois da oferta

Deloitte | Audit & Assurance / 22 de julho de 2017
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O mercado de capitais é reconhecido pelas empresas como um dos mais atrativos ambientes para a captação de recursos. Essa percepção é confirmada pela opinião de profissionais e gestores que participaram da pesquisa “Jornada da captação – Transformação financeira na busca de recursos”, feita pela Deloitte em conjunto com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri). Fizeram parte da sondagem representantes de 97 empresas, 79% de capital fechado e 21% de capital aberto.

Para 47% das empresas de capital aberto participantes, o IPO (initial public offering, ou oferta pública inicial de ações) era a melhor opção para captação de recursos disponível no momento em que lançaram ações no mercado.

As companhias de capital aberto, pela maior visibilidade e pela transparência decorrente da presença no mercado de capitais, colhem frutos positivos nesse sentido: para 46% dessas empresas, levando-se em consideração a percepção dos stakeholders, houve aumento do valor da companhia após três meses de IPO, enquanto para 31%, houve manutenção.

Aproximadamente uma em cada quatro companhias de capital aberto respondeu que, caso não estivesse listada, avaliaria fazer um IPO em 2018, mesmo considerando a atual conjuntura econômica. Um quinto dos participantes indicou que avaliaria realizar a oferta a partir de 2019.

“A pesquisa mostra a percepção das empresas em relação à oferta inicial de ações e indica maturidade do mercado brasileiro, que já reconhece um ganho de valor para as companhias de capital aberto proveniente das adequações a regras e normas que elas devem adotar para que passem a ser listadas em bolsa. Essas adaptações ainda estimulam a governança, o compliance e a transparência”, afirma Fernando Augusto, sócio-líder da área de Capital Markets da Deloitte.

Entre as empresas de capital aberto que participaram do estudo, 60% têm faturamento anual superior a 1 bilhão de reais. A maioria (54%) diz que a liquidez do papel da empresa atualmente está abaixo do que esperavam antes da oferta inicial — possivelmente, um impacto sobre o mercado de capitais das incertezas na economia nos últimos três anos, de acordo com o estudo.

A pesquisa conclui que familiaridade com novas práticas (contábeis, de auditoria, de gestão e de governança) e reforço nas estruturas de maior valor aos olhos dos stakeholders e investidores são essenciais para as empresas de capital aberto manterem sua sustentabilidade. Essas companhias já passaram pelo processo de IPO e agora podem avaliar os ganhos obtidos e os desafios para ingressar e se manter nesse universo.

Acesse o estudo completo

 


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