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Função de auditor interno ganha caráter mais consultivo, no Brasil e no mundo

O anseio por mudanças na auditoria interna no Brasil segue a tendência mundial das transformações relacionadas à tecnologia, aos modelos de reporte e a um maior equilíbrio entre as funções consultivas e de avaliação. A conclusão é da pesquisa “Auditoria Interna no Brasil – Análise comparativa das tendências globais para uma função em transformação”, feita pela Deloitte em parceria com o Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil).

Para o estudo, foram ouvidos mais de 1,2 mil líderes da área, de 29 países. O Brasil teve o maior número de respondentes (201). “O desejo por mudanças na atividade no Brasil segue uma tendência mundial por transformações em tecnologia, modelos de reporte mais objetivos e interativos e maior equilíbrio entre as funções consultivas e de avaliação, como forma de viabilizar uma atuação relevante e estratégica, pautada na geração de valor”, afirma Paulo Vitale, sócio da área de Risk Advisory da Deloitte.

No entanto, para que exista mudança efetiva na função de auditor interno, todas as áreas da empresa devem igualmente modificar o próprio olhar sobre a atividade. “A auditoria interna manterá a sua independência, profissionalismo e a busca continua na transformação de seus processos alinhada aos desafios empresariais das organizações. Mas, cada vez mais, dará espaço a uma atuação mais integrada e colaborativa”, explica Alex Borges, sócio da área de Risk Advisory e líder da prática de auditoria interna da Deloitte.

Conheça a seguir os dez principais pilares dessa transformação.

1. Líderes de auditoria interna reconhecem a necessidade de mudança. Uma parcela expressiva (85% da amostra global e 82% da amostra do Brasil) acredita que a auditoria interna deve passar por mudanças moderadas ou significativas.

2. Auditoria interna precisa de mais impacto e influência. Grande parte dos respondentes busca um aumento da influência dos auditores sobre o nível executivo, que pode ser ampliada por meio de abordagem alinhada aos riscos prioritários e à estratégia da organização.

3. Lacunas em habilidades devem ser endereçadas. As qualificações em prevenção e detecção de fraudes (citadas por 70% dos brasileiros), análise de dados (67%) e modelos de riscos (66%) tendem a ser as mais demandadas.

4. Modelos alternativos de alocação de pessoas vão se expandir. Modelos como o do guest auditor (profissional de outra área da organização envolvido nas atividades da auditoria interna) e o do auditor rotation (possibilidade de os auditores assumirem outras funções de liderança) devem ganhar força.

5. Analytics apresenta grandes oportunidades. Apesar de uma forte demanda pela utilização de ferramentas de analytics, a capacitação para o emprego dessas técnicas ainda é básica para a maior parte (55%) dos representantes das empresas globais da amostra e para uma parcela expressiva (39%) dos respondentes do Brasil.

6. Relatórios dinâmicos conquistam espaço. As ferramentas de visualização e análise dinâmicas podem contribuir para a melhora de comunicação e reporte. Essas práticas, no entanto, ainda são pouco exploradas pelos participantes do estudo.

7. Abordagem de advisory vai se expandir. Creem que a proporção de serviços de advisory (consultoria) vai aumentar num prazo de três a cinco anos 55% dos respondentes no mundo e 48% no Brasil. Na amostra nacional há uma indicação maior (26%) em relação à amostra global (13%) de que a proporção de serviços de assurance aumentará.

8. Inovação ganha importância. As áreas em que as empresas esperam maior inovação no médio prazo são antecipação a riscos e análise de dados.

9. Análises de planejamento estratégico e gestão de riscos vão aumentar. Do total de participantes globais, 35% fazem a avaliação do planejamento estratégico, percentual que tende a crescer para 53% num futuro próximo.

10. Orçamentos de auditoria interna estáveis podem representar desafios. Entre os respondentes do Brasil, 88% indicaram a perspectiva de manutenção ou aumento de seus orçamentos nos próximos anos. Na amostra global, o percentual é similar, de 90% dos respondentes.

Para conhecer a pesquisa completa acesse www.deloitte.com.br

 

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