A tecnologia avança — e as empresas devem acompanhar as tendências

Deloitte | Audit & Assurance / Edição 33 / 2 de junho de 2016
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É inegável que as rápidas e constantes mudanças no ambiente tecnológico global exigem que não apenas os CIOs, mas todos os executivos responsáveis pela gestão das organizações, adaptem seus modelos de negócios aos cenários que se apresentam. O estudo Tech Trends 2016 – Innovating in the Digital Area, elaborado pela Deloitte, apresenta oito tendências que devem estar no radar dos gestores, por terem potencial impacto sobre os negócios nos próximos dois anos.

Fazem parte dessa lista: blockchain (sistemas de registros que garantem a segurança das operações realizadas pelas criptomoedas no ambiente online, as chamadas “bitcoins”), realidade aumentada, internet das coisas (IoT), impacto social das tecnologias exponenciais (aquelas que ampliam sua capacidade em ritmo muito acelerado, como é o caso de computadores, mecanismos de inteligência artificial, robótica etc), cyber-risco, reinvenção do core dos sistemas, plataformas autônomas e a importância da velocidade adequada de TI.

Como base para o estudo, foram ouvidos executivos da área de TI, grandes especialistas da indústria e acadêmicos, além de startups (que apresentaram seus planos e prioridades de investimento), investidores de fornecedores de tecnologia e integrantes de uma rede global de consultores da Deloitte.

As principais tendências e seus impactos
• Blockchain: com ele, as transações digitais passam a ser o padrão da economia global — embora muitas ainda sejam geridas de forma ineficiente. O blockchain permite a distribuição da contabilidade e a elaboração de contratos inteligentes; com isso, as organizações podem redefinir a maneira como os valores são trocados. A ideia favorece novas abordagens para gestão de ativos, fidelidade de clientes, prontuários médicos e pagamentos internacionais, por exemplo.
• Realidade virtual: O futuro das soluções móveis depende de dispositivos qualificados como “wearables” (o que se pode vestir). Essas tecnologias têm potencial também nas empresas. A interação evoluiu: antes bastava apontar, clicar e digitar; hoje há o tocar, o deslizar, o falar.
• Internet das coisas: Seu valor já não é medido conforme a quantidade de sensores ou de novos dispositivos, e sim pelo potencial disruptivo de reinvenção de processos, negócios, governos e sociedades.
• Impacto social das tecnologias exponenciais: As mesmas forças que impulsionam a inovação e o crescimento do mundo dos negócios podem alavancar a transformação nas áreas sociais. Desafios como os de educação, saúde, mudança climática e direitos civis podem ser vistos sob uma ótica diferente enquanto as tecnologias disruptivas alimentam a solução criativa de problemas.
• Cyber-risco: Ainda é uma preocupação universal e inclui implicações em segurança, privacidade e conformidade. Ele já deixou de ser um tema à parte: hoje está incorporado a planejamentos nas organizações. As empresas devem descobrir como enxergar além das preocupações atuais para incentivar a inovação e sair à frente.

A partir desses grandes focos de atenção identificados pelo estudo, as empresas podem observar as tendências em curso para analisar se as próprias ações estão com elas alinhadas — e, se necessário, redefinir prioridades.



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Tags:  Deloitte tecnologia

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