Racionamento de salários

6/3/2014

Blog da Redação / Blogs / 6 de março de 2014
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No intervalo de pouco mais de três meses entre o Carnaval e a Copa do Mundo há muito para acontecer. Inclusive, a temporada 2014 de assembleias ordinárias. A CVM já emitiu o seu ofício anual, com orientações que melhoram o regime de divulgação de informações. Entretanto, a decisão de aprovar balanços e pacotes de remuneração, além de escolher os executivos que conduzirão a companhia, é exclusividade dos acionistas.

Além de analisar os dados que as próprias companhias divulgam, os investidores brasileiros poderiam também levar em conta alguns exemplos que pipocam pelo meio empresarial, principalmente quando o assunto é remuneração dos executivos. Depois de 2008, o tema começou a ser amplamente discutido: afinal, qual a remuneração ideal para fazer os diretores se comprometerem com o longo prazo? O debate parece ter arrefecido um pouco nos últimos tempos, mas as consultorias de voto e os acionistas continuam de olho. Por isso mesmo, alguns executivos resolveram dar um exemplo de parcimônia.

Na seção Notas Internacionais da CAPITAL ABERTO deste mês, contamos o caso de Ginni Rometty, diretora-presidente da IBM. Ela e outros diretores da empresa abriram mão dos bônus relativos a 2013, diante da queda no faturamento. Ginni deixou de embolsar US$ 4 milhões.

Recentemente, bati um papo com o Eduardo Ramos Canônico, diretor de relações com investidores da construtora Viver. A expectativa é de que, neste ano, o board da companhia parta para o último exercício pró-bono. Sim, desde 2012, os conselheiros de administração da empresa trabalham sem salário. Na ocasião, os principais acionistas da Viver — representados por sócios das gestoras Paladin, Polo, Constellation e Orbe — assumiram o board. A seguir, iniciaram um programa de reestruturação das finanças da companhia e incluíram a própria remuneração na lista de gastos a cortar.


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1 comentário

Mar 06, 2014

Por aqui continua a vergonha de grandes empresas que afrontam a CVM escondidas atrás de um liminar “chapa branca” – 30% das empresas mais líquidas segundo o Anuário da Capital Aberto. E algumas ainda assinam o Código de Melhores Práticas do IBGC. Está na hora do investidor abrir o olho….



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