Inepar é culpada. De novo

15/4/2014

Blog da Redação/Blogs / 15 de abril de 2014
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A Inepar vem levando uma bordoada atrás da outra. No ano passado, seus principais executivos foram inabilitados para o exercício do cargo de administrador de companhia aberta por prazos que variam de três a cinco anos. Entre eles estava o próprio controlador, o empresário Atilano Oms Sobrinho.

Hoje, mais um capítulo da recente e conturbada história da Inepar chegou ao fim. No julgamento do processo sancionador RJ-2013-1840, a CVM novamente inabilitou Atilano por cinco anos — mesma penalidade aplicada a Cesar Romeu Fiedler, administrador da Inepar Indústria e Construções (IIC), uma das companhias que compõem o grupo. Outros executivos, além da holding controladora Inepar Administração de Participações (IAP), foram multados em R$ 500 mil cada, teto da sanção pecuniária aplicável pela CVM.

O histórico de problemas da Inepar é longo e foi contado na edição de fevereiro da CAPITAL ABERTO. Fundada na década de 1950, a empresa nasceu como uma construtora de redes de distribuição de energia. Ao longo dos anos, diversificou suas atividades e ingressou em áreas como telecomunicações e petróleo e gás.

Muitas das apostas da Inepar deram errado e quase a levaram à bancarrota. Para salvar a companhia, Atilano lançou mão de uma série de manobras. No episódio julgado em 2013, foi condenado por artimanhas contábeis, como o uso de títulos da dívida pública federal, avaliados por preços irreais. De acordo com o processo analisado hoje, os controladores também usaram a holding IAP para usurpar oportunidades de investimentos de suas controladas — entre elas a IIC, ex-blue chip (fez parte do Ibovespa por quase cinco anos) que abriga a base de acionistas minoritários da companhia.

As condenações deixam um recado no ar. Não vale tudo para salvar uma empresa.


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Tags:  CVM CAPITAL ABERTO mercado de capitais Inepar julgamento inabilitação blog da redação Atilano Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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1 comentário

Apr 15, 2014

Louvável a mudança de postura da CVM ao inabilitar aqueles que atentam contra a credibilidade do mercado de capitais. Só multa não resolve.



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