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Debênture de infraestrutura: o que falta para esse mercado engrenar?

A Capital Aberto promoveu hoje mais uma edição do Círculo de Debates. Desta vez, discutimos como fomentar novas ofertas de debêntures de infraestrutura. Embora cerca de cem projetos já tenham recebido a aprovação do governo para captar recursos por meio desse título, um número ainda muito tímido de emissões ocorreu até agora. Foram 18 desde a aprovação da Lei 12.431, em 2011. Ela concedeu isenção de imposto sobre os rendimentos de debêntures de infraestrutura adquiridas por pessoas físicas e estrangeiros.

Alguns fatores explicam o baixo número de ofertas: dificuldade de aprovação de projetos em alguns ministérios; prêmios apertados em relação aos títulos públicos, de menor risco; mau humor dos estrangeiros com o Brasil; e falta de uniformidade nos contratos dessas emissões. Por trás de tudo isso há ainda uma questão primordial. Como vender um papel que embute riscos tão complexos ao investidor pessoa física? Sem entender devidamente o que está comprando, são grandes as chances de esse aplicador ter uma má experiência e dar as costas a esse mercado.

Na próxima edição da revista, confira os melhores momentos do Círculo e entenda o que, na visão dos participantes, está travando as emissões de debêntures de infraestrutura. Participaram da conversa: Antonio Marques de Oliveira, superintendente-executivo do mercado de capitais do HSBC; Carolina Lacerda, diretora da Anbima; Fausto Silva Filhos, gestor da XP; Marcelo Giufrida, sócio da Garde Asset Management; Rodrigo de Campos Vieira, sócio do TozziniFreire Advogados; e Thiago Jordão, gerente de controladoria e de relações com investidores da Rodovias do Tietê.

Foto: Régis Filho