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Por que 2023 será melhor para o M&A
Além de boas notícias no cenário externo, troca de governo impacta a visão mundial sobre o Brasil
M&A 2023, Por que 2023 será melhor para o M&A, Capital Aberto
Há um interesse dos investidores estrangeiros na América Latina, especialmente nos setores de tecnologia, financeiro, energia e recursos naturais | Imagem: Freepik

O ano de 2022 foi bastante desafiador para o ambiente de negócios, sobretudo para as operações societárias. Além das tradicionais movimentações de mercado, outros imprevistos afetaram diretamente a rotina dos investimentos globais, gerando um grande mau humor e pessimismo nos investidores em todo o mundo.  


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Não somente a incerteza sobre o fim da pandemia, que obrigou a China a manter lockdowns intensos e consequentes interferências na produção de empresas dos mais variados setores, mas também a inflação alta e os juros crescentes nos Estados Unidos, a incerteza do cenário político na América Latina e a infindável guerra entre Rússia e Ucrânia influenciaram diretamente o baixo volume de fusões e aquisições no mundo todo.  

O futuro incerto diante de tantos conflitos e mudanças estruturais fez com que empresários e investidores desacelerassem os planos, adiando a aplicação de recursos em novos negócios e a expansão da capacidade produtiva. Este primeiro semestre de 2023, porém, já aponta para um destino diferente.  

A sensação de que o pior passou corrobora com uma visão mais otimista do mercado, mudando os rumos das discussões sobre o futuro dos investimentos. A preocupação com a alta de juros vem sendo substituída por um cenário mais claro de queda da inflação, o que pode contribuir para destravar os negócios. Já começamos a ouvir sobre uma possível abertura do mercado de capitais global, como o dos Estados Unidos, com novos IPOs para o segundo semestre. 

Olhos na AL 

O reaquecimento das operações de fusões e aquisições também é percebido no começo de 2023. E demonstra um mercado mais saudável, mesmo que com números inferiores aos que vimos em anos anteriores.  

Há um interesse dos investidores estrangeiros na América Latina, especialmente nos setores de tecnologia, financeiro, energia e recursos naturais. O cenário político mais previsível e muitas vezes até mais amigável, na opinião dos investidores internacionais, além do antagonismo entre China e Estados Unidos, fazem do fenômeno ‘nearshoring’, em que as empresas buscam trazer sua cadeia de produção para mais próximo, uma realidade. 

Companhias que hoje contam com fornecedores na Ásia devem buscar produtores mais próximos na América Latina para reduzir riscos e possíveis gargalos logísticos. México, Brasil e outros países da região tendem a se beneficiar desse movimento. 

O convite dos EUA 

Investimentos na área de energia renovável e descarbonização nos Estados Unidos também serão enormes nos próximos anos. O motivo é o ‘Inflation reduction act’, pacote anti-inflação assinado em 2022 pelo presidente norte-americano Joe Biden que estimula a atração de recursos e traz incentivos fiscais para empresas que queiram se instalar em solo americano. 

Empresas europeias já consideram ir para os Estados Unidos visando benefícios fiscais — e isso deverá despertar interesse das companhias latino-americanas também. A indústria de energia renovável e de fabricação de equipamentos como turbina para energia eólica, placa solar e bateria de lítio, por exemplo, poderão encontrar muito recurso disponível. 

Efeitos positivos 

Ao se olhar para o Brasil, é possível perceber que a troca de governo tem impactado a visão mundial em relação à economia brasileira. Uma gestão mais diplomática e alinhada as atuais tendencias globais pode abrir oportunidades para novos investimentos e surtir efeitos positivos para o mercado nacional, incluindo para empresas brasileiras que desejam investir no exterior.  

Mesmo que não alcancem os mesmos níveis de anos anteriores, é notório que o mau humor tem diminuído e o cenário do mercado de M&A está se reaquecendo em 2023, mesmo com uma série de desafios e ruídos para serem enfrentados ao longo do tempo.  

Novas movimentações nesse momento vão requerer uma boa tática, avaliação da real geração de valor e importância para os negócios, levando em conta a estratégia operacional das companhias e o interesse de seus acionistas.   

*Carlos Lobo é sócio do escritório de advocacia norte-americano Hughes, Hubbard & Reed LLP. 

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