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O tímido avanço das empresas brasileiras na divulgação dos aspectos ESG
Companhias ainda são pouco transparentes em relação a ações e resultados de suas iniciativas de sustentabilidade
ESG, O tímido avanço das empresas brasileiras na divulgação dos aspectos ESG, Capital Aberto
Apenas 48% das empresas divulgam as metodologias ou padrões seguidos em seus relatórios | Imagem: Freepik

Não se pode negar que o tema sustentabilidade entrou para a pauta das empresas no Brasil. É nítida a crescente preocupação das companhias em atender às demandas ligadas aos aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês). No entanto, a divulgação das iniciativas e dos resultados das empresas em relação a esses princípios ainda dá poucos sinais de evolução. Um estudo feito pela Grant Thornton, com base nos relatórios integrados ou de sustentabilidade de 328 empresas brasileiras de capital aberto, revela que apenas 48% delas divulgam esse documento anualmente. E somente 8% têm as informações auditadas ou revisadas por entidade independente. 


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O estudo mostra, ainda, que apenas 48% das empresas divulgam as metodologias ou padrões seguidos em seus relatórios. A maioria (46%) utiliza o Global Reporting Initiative (GRI); seguido do International Integrated Reporting Council (IIRC) – 22%, e o Sustainability Accounting Standards Board (SASB) – 21%. Um dado curioso é que somente 49% das companhias pesquisadas indicam onde o relatório pode ser encontrado. 

Já os temas materiais — os mais importantes para cada empresa — são divulgados por 31% da amostra. As metas relacionadas a esses temas, entretanto, são informadas por somente 8% das companhias. Entre as principais metas divulgadas, destacam-se aquelas relacionadas à equidade de gênero (22%) e gestão de resíduos e emissão de gases de efeito estufa (ambos com 19%). As metas menos prioritárias, por sua vez, são uso eficiente de energia; gestão de riscos; e saúde e segurança do trabalho (com 3% cada). 

Governança em destaque 

Dentre os três aspectos cobertos pela sigla ESG, a governança é o pilar que recebe mais atenção das empresas brasileiras de capital aberto. Isso fica evidente diante do elevado percentual de companhias que fazem a divulgação da sua política de gerenciamento de riscos (85%); do código de conduta e ética (84%); do canal de denúncia interno ou de terceiros (83%); do gerenciamento de riscos e compliance (81%), e de informações sobre anticorrupção, programa de integridade e práticas para sanar desvios e/ou fraudes (79%). 

Nas questões ambientais, o nível de transparência é bem mais modesto. Apenas 30% das empresas divulgam seus inventários de emissão de gases de efeito estufa, sendo essa informação fornecida principalmente pelas companhias dos setores de energia (22%) e de transporte e logística (19%). Já na esfera social, embora 63% das empresas mantenham práticas de promoção da diversidade, equidade e inclusão, somente 38% divulgam o número de colaboradores por gênero e 11% revelam a quantidade de colaboradores por cor, raça e etnia. Já 26% informam o número de terceirizados ou funcionários temporários e 35% dão transparência sobre o índice de rotatividade (turnover) dos colaboradores. 

O fato é que, na maioria das organizações, o principal motivador da sustentabilidade na agenda dos executivos ainda é a pressão por compliance e por questões ligadas aos riscos de reputação e à valorização da marca. Mas é preciso avançar e ir além dessa agenda reativa. Com as diversas movimentações relacionadas aos aspectos ESG, a sociedade e os investidores estão cada vez mais aptos a identificar empresas que estão de fato comprometidas com práticas concretas de sustentabilidade. É importante que as companhias de capital aberto estejam atentas a esse cenário e fortaleçam seus processos e abordagens de comunicação sobre os aspectos ESG, a fim de responder às expectativas dos stakeholders. 


Adriana Moura ([email protected]) é sócia líder de governança, riscos e compliance (GRC) da Grant Thornton Brasil e Daniele Barreto e Silva ([email protected]) é líder de sustentabilidade da mesma consultoria. 


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