Armadura ética

Certificação de auditorias internas fortalece combate à corrupção no Brasil

Contabilidade e Auditoria / Artigos e Estudos / 4 de dezembro de 2014
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André MariniNo início deste semestre, o Bradesco finalizou um relevante projeto de governança corporativa e compliance. O banco conquistou a QA (avaliação da qualidade, na sigla em inglês), certificação concedida pelo Instituto Internacional dos Auditores Internos (IIA) e aplicada no País pelo IIA Brasil.

A iniciativa da instituição financeira em preparar, por anos, seu departamento de auditoria interna para adequá-lo às melhores práticas internacionais da profissão é um claro sinal de que o cuidado com prevenção a fraudes, gerenciamento de riscos, transparência e fortalecimento da governança corporativa está cada vez mais realçado nas pautas de líderes, conselhos, acionistas e stakeholders das principais empresas brasileiras.

A conquista deve acender a chama de uma nova tendência por aqui. Assim como o também certificado Itaú Unibanco, o Bradesco é uma das maiores instituições financeiras da América Latina; ambas as empresas investem para se tornar referência quando o assunto é controle interno e governança. As outras companhias nacionais que já obtiveram a certificação são Vivo, Oi e MRS Logística. Em comum, todas apresentam auditorias internas modernas, que transcendem o papel de fiscalizar processos e documentos contábeis. São estruturas sólidas capazes de gerar valor e trazer economias significativas para suas corporações.

No Brasil, a Lei Anticorrupção passou a exigir maior nível de controle das organizações, embora não tenha gerado nenhuma sentença condenatória desde que entrou em vigor. As pesadas penalidades podem comprometer a saúde financeira e até fechar a empresa que tiver cometido atos ilícitos ou sido conivente com eles. A necessidade de aprimorar constantemente os processos e a gestão, para prevenir lacunas que possam causar perdas, tornou-se compulsória no mundo globalizado.

O desafio é longo mas factível. Para conquistar a certificação QA, a empresa, independentemente de seu tamanho, precisa estar em linha com boa parte das mais de 80 normas previstas na Estrutura Internacional de Práticas Profissionais (conhecida pela sigla inglesa IPPF, é a publicação que condensa as orientações do IIA e serve de manual obrigatório para o auditor interno). O complexo documento de referência é fruto da avaliação de líderes de auditoria de todo o mundo que compõem a direção do instituto internacional. Em tese, a companhia bem-estruturada minimiza significativamente o risco de ter lacunas nos processos. Ela é capaz de obter ganhos reais no que tange ao fortalecimento do controle antifraudes e em ajustes na gestão para tratar, por exemplo, problemas de logística, operações ineficientes e até gastos excessivos e desnecessários à organização.

Embora os departamentos de auditoria, assim como os órgãos nacionais de controle, venham demonstrando um respeitável amadurecimento profissional no combate à corrupção, nossa caminhada é longa. O Brasil tem despertado para o fato de que ambientes corporativos inseguros trazem prejuízos gigantescos à nação e diminuem o potencial de crescimento. É preciso fortalecer a governança de organizações que têm como filosofia investir em solidez e na qualidade da gestão, itens presentes no DNA da tão almejada competitividade.


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Tags:  Governança CAPITAL ABERTO mercado de capitais certificação lei anticorrupção competitividade Auditoria interna IIA QA avaliação de qualidade Estrutura Internacional de Práticas Profissionais IPPF Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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